Guarulhos: Bairro a Bairro

Estudo sobre a história dos bairros de Guarulhos.

AAPAH traz o seu conceito de evento cultural para Guarulhos

 Associação lança a campanha “Eu Amo Guarulhos”

face aapah

A AAPAH – Associação dos Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico – traz para Guarulhos um novo conceito de evento. Intitulado de “Domingo Cultural da AAPAH”, o acontecimento deseja reunir os principais representantes do cinema, do teatro, da literatura, da música, além de pesquisadores. O cardápio gastronômico foi elaborado com ingredientes típicos que representam as diferentes influências guarulhenses.

O “Domingo Cultural da AAPAH” vai acontecer em 05/05/2013, no Santo Taco Snooker Bar. As portas se abrem às 17h. Os organizadores pretendem mostrar a pluralidade das criações culturais existentes em Guarulhos.

No evento também será lançada a campanha “Eu amo Guarulhos” como forma de replicar para o público o sentimento de envolvimento com a cidade e o respeito aos patrimônios culturais. Para os membros da AAPAH a identificação com o local onde vivemos contribui para preservação e a elevação da dignidade humana.

Já estão confirmadas a presença dos escritores do Lê Guarulhos e da Gerúndio Edições, o grupo Favoritos da Catira, Movimento Cabuçu, Circo Los Xerebas, Castelo Hanssen, Tiago Barreto, a contadora de história Débora Kikuti, Coletivo Conecções, Coletivo & Ei, artistas plásticos e visuais, sarau, entre outras atrações. Haverá três pratos com ingredientes típicos guarulhenses – caldo de feijão, bobó de frango, chuchu tropeiro e salada de frutas.

O convite já pode ser encomendado pelo valor de R$10,00, o contato pode ser feito pelo email: aapahguarulhos@gmail.com. Na fan page  da AAPAH há uma promoção para concorrer a um par de ingressos, acesse – https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/173066. O Santo Taco fica na av. Paulo Faccini, 405 – Centro de Guarulhos – Tel: 11 2087-1950.

 

maio 4, 2013 Posted by | Opinião, Uncategorized | , , , , , , | Deixe um comentário

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 12.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 20 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

janeiro 2, 2013 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

AAPAH faz caminhada para buscar vestígios históricos

No próximo sábado (27/10) ás 10h, a AAPAH – Associação Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico promove uma caminhada de reconhecimento dos bens históricos localizados entre a região da Vila Galvão e o Gopouva. O ponto de partida é a Casa dos Cordéis, que fica na av. Torres Tibagy, 90 – Gopouva.

O passeio visa reconhecer os patrimônios históricos ainda não tombados, além de fazer contatos com os moradores mais antigos que são fontes para trabalhos de história oral.

A caminhada da AAPAH é diferente porque em vez de apenas passar pelos lugares já preestabelecidos como fontes de valor histórico, também busca listar novos bens para articular o tombamento junto aos órgãos competentes. Outro motivo para o evento é verificar os vestígios históricos e as condições dos patrimônios da região.

Vila Galvão: ruína da pilastra que sustentava o trilho do trem

Esse primeiro percurso vai sair da Casa dos Cordéis para colher informações orais sobre a História do Antigo Trenzinho da Cantareira, do Sanatório Padre Bento e do Antigo Balneário localizado no Lago dos Patos, além de ter contato com outros fatos históricos, ainda, desconhecidos.

O grupo vai descer a av. Emílio Ribas, cortar o itinerário pelo Teatro Padre Bento, segue até os campos de futebol do XVIII de Fevereiro, passa pela praça Santos Dumont, chega até o Lago dos Patos, depois volta pela av. Júlio Prestes até o ponto de partida. Nesses locais destacados há muita informação para ser colhida e preservada.

Os membros da Associação Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico especializados em história, ciências naturais e turismo vão guiar o grupo, fazer contextualizações e entrevistar os moradores dos locais visitados. A caminhada é indicada para os interessados em adquirir informações sobre o passado e buscar a preservação dos bens materiais e imateriais da nossa cidade.

Indicado roupa para caminhada, tênis e levar água. Mais informações podem ser adquiridas pelo email: aapahguarulhos@gmail.com ou pelo celular: 11 98241-4408.

outubro 25, 2012 Posted by | Uncategorized | , , , , , | Deixe um comentário

Livro traz informações sobre o passado escravista em Guarulhos

Casa da Candinha Ruptura e Metamorfose – De casa Grande a Centro de História das Culturas Negras

Autor: Elmi El Hage Omar 

Editora: Câmara Brasileira do Livro

Assunto: história

Páginas: 84

Ano de edição: 2011

@brunosdr3

O historiador Elmi Omar usou como ponto de partida a Casa da Candinha para vasculhar informações sobre a escravidão e a exploração do ouro feito pelos negros escravos em Guarulhos.

As informações foram baseadas em documentos e depoimentos (história oral). Há documentação de irmandades de negros, que lutavam para tirar um companheiro da escravidão, também faziam festas e se organizavam para adquirir direitos na sociedade.

Essa obra traz mais uma parcela da História de Guarulhos e dá um novo rumo para a investigação do passado escravista, o escritor busca desmitificar, índios e negros são analisados pelos erros e acertos. Por exemplo, há a contextualização que os próprios negros estavam ligados ao tráfico de escravos porque entregavam pessoas de sua mesma raça para os europeus, isso era feito por tribos rivais.

Conforme foi dito até mesmo pelo historiador Elmi Omar, o livro inicia a pesquisa sobre a escravidão em Guarulhos, as páginas de “Casa da Candinha Ruptura e Metamorfose” dão um norte para se aprofundar no assunto. Ainda há muito a se desvendar sobre o tempo do cativeiro.

Sobre o autor

Omar é um dos idealizadores do movimento “Guarulhos Tem História”, que trouxe uma abordagem imparcial para contar o passado guarulhense. Antes do movimento, os livros contavam os momentos “heroicos”. A verdade mudava conforme eram as ideologias dos escritores.

abril 26, 2012 Posted by | Opinião, Uncategorized | | Deixe um comentário

Historiador aborda a escravidão em Guarulhos

Livro reúne informações sobre rebeliões e resistência de negros e índios

@brunosdr3

No dia 06 de dezembro de 2011 (terça feira), às 19h, no Paço Municipal – Av. Bom Clima, 91. Será o lançamento do livro: “Casa da Candinha Ruptura e Metamorfose – de Casa Grande a Centro de História e Memória das Culturas Negras”, da editora Art Printer, de autoria de Elmi E.H. Omar. A obra foi patrocinada pela Coordenadoria da Igualdade Racial de Guarulhos, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo o historiador Elmi Omar, o trabalho aborda questões de transformações com envolvimento dos negros na região da Casa da Candinha. Na pesquisa foi encontrado pistas de um possível quilombo na região, além de pequenas revoltas de negros e índios contra a escravatura.

Outro fator de transformação no tratamento com os afrodescendentes foi o casamento de Candinha, que passou a ser chefe do casarão após a morte do marido. A mulher tinha personalidade forte, fato singular na sua época, por isso, revolucionou por ter uma postura firme para haver respeito pela a sua raça.

Segundo o autor essa edição terá cerca de oitenta páginas, mas sua pesquisa abrange muito mais informações que poderiam ser mais aprofundadas. Esse é mais um livro para trazer á tona parte da história de Guarulhos. Assim, que concluída a leitura dessa obra, o Cotidiano Guarulhense produzirá uma resenha.

dezembro 6, 2011 Posted by | Uncategorized | , , , | Deixe um comentário

Casa Saraceni demolida na madrugada

Marco do pioneirismo industrial em Guarulhos

Por volta da 1H da madrugada da última quinta-feira, o prédio foi demolido. Um dos marco da primeira industrialização do município foi derrubado pela vontade dos proprietários da Shopping Internacional.

História da Casa

No final do século XIX,  José Saraceni imigra da Itália junto como muitos outros conterrâneos, o destino escolhido por Saraceni: o Brasil.

 Saraceni se instala em São Paulo, um de seus primeiros trabalhos consistia na fabricação de artigos de couro, consta que sua primeira fabriqueta se  localizava na Avenida Tiradentes, em São Paulo, ao lado do batalhão Tobias de Aguiar.

Em fins da década de 1910, Saraceni adquiri da Família Ferreira Endres, uma chácara à beira do caminho entre a Penha e Guarulhos e a bela casa em estilo art nouveau. Inicia a construção da casa com pretensão de a família transferir  suas atividades para esse belo local. Instala-se então uma das primeiras famílias fábricas de Guarulhos.

Saraceni instala a fábrica de polainas, sandálias e artigos de couro, que se constituiu como pioneira no Município. Inicialmente funcionando no porão, passaria a um prédio próprio dentro da própria chácara, ao longo tempo constroem-se novas edificações, casas de operários e até mesmo uma escola para os filhos dos trabalhadores da fábrica.

As vilas operárias baseavam-se em uma proposta de integração da organização à sociedade e que resultou em estreitamento das relações sociais estabelecidos no início do processo de industrialização do Brasil – final do século XIX e princípio do século XX – ocorreu através da criação das Vilas Operárias, aglomerados urbanos que se compunham basicamente das famílias dos operários e que se situavam no entorno das empresas (SILVA, 2004).

“… tendo ao lado, a vila de onze casas modestas, mas confortáveis, que construiu para residência dos operários e suas famílias, sem cobrança de aluguel, com fornecimento gratuito de luz, água, leite, frutas e verduras. Construiu, inclusive, uma escolinha com duas classes, posteriormente entregues ao Município  (…)”.

A Chácara Saraceni foi vendida em 1973 à Olivetti e parte das casas dos operários foram demolidas, desse período, permanecendo no local a residência e um grande quintal da Família Saraceni, , sabiamente preservada por essa instituição particular. Demandas históricas, sociais, culturais e arquitetônicas influenciam o tombamento pelo Município, através doa lei orgânica no seu inciso XI do seu artigo 28 e promulgado em 05 de abril de 1990.  

Em 2000 após uma tentativa de demolição por parte de seus novos proprietários (o grupo Internacional), o poder público municipal através do Decreto 21.143/00, ratifica o tombamento.

Decreto 21.143/00, após uma tentativa de demolição por parte de seus novos proprietários.

novembro 5, 2010 Posted by | Uncategorized | , , | 14 Comentários

Guarulhos: o passado está em ruínas

Por BRUNO CARVALHO

 Rumo aos 450 anos da fundação de Guarulhos e, os nossos bens históricos estão esquecidos, mal cuidados ou até desprotegidos pelos governantes. Tem até processo de destombamento correndo na Câmara Municipal.

 A Casa da Candinha, que segundo historiadores, foi a casa grande da fazenda Bananal, construída por mão de obra escrava. Encontra-se em ruínas que poderiam ser restauradas, mas não há vontade política, eles alegam que não tem verba. Em fotos – observadas durante a reunião do grupo Guarulhos: Bairro a Bairro – nota-se que foi feita uma estrutura de cobertura sobre a casa, com o intuito de proteger o prédio da chuva, mas eles se esqueceram da erosão do solo e das infiltrações de água que vem por baixo.

 No estacionamento do Shopping Internacional, há a casa que foi da família Saraceni, que segundo historiadores é um dos últimos vestígios da imigração italiana na cidade, existem os aspectos arquitetônicos (art noveau) e nos seus porões, por algum tempo funcionou umas das primeiras fábricas em Guarulhos, fatos com grandes valores históricos. Porém, o vereador Geraldo Celestino não se preocupa com a história, pois, fez um projeto de lei que promove o destombamento do prédio. Quem será que ele representa os donos do shopping ou a preservação do nosso passado? Prefiro acreditar que o patrimônio histórico é mais importante que algumas vagas de estacionamento.

 E os preparativos para a comemoração dos 450 anos de Guarulhos, o secretário em reuniões só sabe reclamar que não tem verba e que não recebe ajuda do governo estadual. O importante para os 450 anos não são shows de grandes artistas que nada tem com a cidade, mas sim, ações e projetos que destacam e tirem do esquecimento fatos que marcaram o passado.

 Para terminar esse artigo vou usar uma frase pronta: “Para melhorar o futuro é preciso conhecer o passado”. Deixo de recado para as lideranças políticas, talvez, a história tire a máscara de muitos que ainda estão no poder, por isso é mais fácil esquecê-la. Alguns meses atrás, um jornal da cidade teve o atrevimento de dizer que a História não serve para nada. Eu respondo que serve para não deixar que políticos como o Roberto Arruda (governador do Distrito Federal) sejam eleitos, também serve para contar como os meios de comunicação sempre tiveram lado a lado com poder.

dezembro 15, 2009 Posted by | Opinião | , , , , | Deixe um comentário

Fotos da Região da Vila Augusta – Guarulhos

Segundo moradora do local, nesta casa funcionada um convento.

Segundo moradora do local, nesta casa funcionava um convento.

 
Comércio Lilla, antiga Agroarte.

Comércio Lilla, antiga Agroarte.

 
Antiga Estação Vila Augusta

Antiga Estação Vila Augusta

 
Antigo Moinho Reisa, estrategicamente instalado perto dos trilhos do trem

Antigo Moinho Reisa, estrategicamente instalado perto dos trilhos do trem

Prédio abandonado, onde funcionava a Microlite.

Prédio abandonado, onde funcionava a Microlite.

  

julho 14, 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , | 3 Comentários

Para que serve a História Próxima, Local?

 por Elmi E H Omar

O dicionário Houaiss apresenta o termo HISTÓRIA como: “a evolução da humanidade ao longo de seu passado e presente; sequência de acontecimentos e fatos a ela correlatos.” Além da definição anterior, existem muitas outras, bem com enfoques diversos nesta área.  

 Nós do Guarulhos Tem História focalizamos a história próxima, local, tendo como um dos objetivos, produzir professores e educandos agentes ativos da história. Acreditamos que a pesquisa sobre o espaço onde a pessoa construiu ou construíram sua identidade, fornece instrumentos para uma atuação eficaz em diversas áreas do conhecimento. Estudos históricos abordando aspectos e espaços gerais ocorrem em abundância, mas as particularidades da história em determinado espaço carece de análise, principalmente na escola.

 Além da questão pedagógica, existem questões relacionadas à cidadania, convivência, identidade, alteridade, memória, patrimônio entre outras, que no tempo presente nos afetam, mas que em muito foram construídas no passado.

 “… O homem (…) devido a seu poder de lembrar, acumula seu próprio passado, toma posse dele e o aproveita. O Homem nunca é o primeiro homem: desde o princípio já existe a partir de um certo nível de passado acumulado. Este é o tesouro único do homem, seu privilégio e sua marca.” (José Ortega Y Gasset)

 Jacques Le Goff, importante historiador da escola dos Annales, definiu bem a questão relacionada com essa tendência de enfoque na história local.

 “Todavia, acho que a história viva e, em particular, a nova história, na medida em que constitui não um bloco, mas uma nebulosa cujo cerne histórico é a escola dos Annales, não cessaram e não devem cessar de ter como horizonte e ambição uma história que englobe o conjunto de evolução de uma sociedade segundo modelos globalizantes. Creio, aliás, que o que aconteceu e o que acontece nos melhores casos é que os historiadores dessa tendência conservaram o mesmo objetivo, mas procuram atingí-lo por outros meios, por exemplo, a partir de estudos de casos colocados como modelos. Assiste-se, por exemplo, uma regeneração, nessa perspectiva, de estudos de história local ou regional: Montaillou, un village occitan (Emmanuel Le Roy Ladurie), Le Latium médiéval (Pierre Toubert), Le Mâconnais (Georges Duby), Caen (Jean-Claude Perrot), Les toscans du Quattrocento (David Herlihy e Cristiane Klapisch), La Normandie orientale de la fin du Moyen Âge (Guy Bois), etc…”

 Sobre a micro-história Le Goff diz:

 (…) “Historiadores italianos lançaram uma concepção de ‘história com lupa’, próxima da antropologia, como a nova história, que se interessa mais particularmente pelos ‘temas da vida privada, do pessoal e do vivido, aqueles que o movimento feminista privilegia com tanta força’ – o que não é uma coincidência, ‘ já que as mulheres constituem, sem duvida nenhuma, o grupo que pagou o tributo mais pesado pelo desenvolvimento da história dos homens’, sendo um de seus temas favoritos o ‘excepcional normal’.” (Le Goff, 2001, p. 3, 24)

  Exemplo de produção nesse estilo é o célebre livro de Carlo Ginzburg: O queijo e os vermes.

 Acreditamos ser necessário que a historia local, regional, micro, ganhe espaço para concorrer com teorias e métodos que tendem ao etnocentrismo persistente na história. A valorização desse tipo de abordagem histórica frustrará o ‘roubo da história’, nesta era da comunicação e globalização.

 A historiadora Arlene Clemesha comentando o livro de Jack Goody: O roubo da história expressou-se apropriadamente neste sentido:

 “Portanto, muito daquilo que vários historiadores apresentam como sendo fruto do avanço europeu, existiu como resultado do desenvolvimento autóctone de diferentes sociedades em todo mundo. Tal seria o caso de valores que o discurso denominado culto associa automaticamente à Europa, como o humanismo e o individualismo, além da própria democracia, abordados pelo autor nos capítulos finais do seu livro. (…) Da mesma forma, denuncia, na obra do historiador Fernand Braudel, o contraste entre um Oriente estático um Ocidente dinâmico, características estas incorporadas a uma visão ‘civilizacional’ sendo que deveriam, quando muito, pertencer ao campo do ‘conjuntural’.” Arlene Clemesha na revista História Viva. ed nº 61, 2009, p.78 comentando o livro de Jack Goody: O roubo da história)

 Essa ‘História Próxima’ (Derivação por metáfora, característica do que é familiar, íntimo; intimidade, familiaridade) visa achegar o individuo dos eventos ocorridos ‘perto’ dele durante o tempo passado, de modo que ele preserve e divulgue o legado cultural, e as “soluções e ou fracassos”, que determinados humanos realizaram naquele espaço e tempo específico. De maneira alguma enaltecendo determinado povo, mas reconhecendo que o indivíduo precisa ter um sentimento de pertencimento significativo no meio em que vive, e simultaneamente, ampliando a sua visão de soluções para os problemas humanos. Esse conhecimento pretende conduzir a liberdade, com a sua expansão, integrará conhecimentos de diversos locais, evidenciando a diversidade, sem impedir a integração.

 Há grandes forças na sociedade que tendem a uniformizar os espaços, identidades, cultura, entre outras, quando a união é que deve ser alcançada. Transformar outros visando moldá-los para caber, como que numa forma de padrões ideais, não tem obtido resultados desejáveis. Algumas raras experiências de união, reconhecendo as diferenças, têm produzido bons resultados. Compare aos órgãos e membros de nosso corpo, este, considera as diferenças entre os membros, mas atua junto para produzir eficiência e felicidade.

 Pois bem, este é o principal objetivo do movimento Guarulhos Tem História. Suas primeiras atividades, em abril de 2005, foram listar e ler as publicações sobre a história da cidade, em seguida realizar alguns debates com personalidades da esfera acadêmica que estudaram a localidade. Alguns resultados foram a criação e estruturação de um site sobre a história local, http://www.guarulhostemhistoria.com.br, em 2006. Entre outras atividades incluem o pedido de tombamento do sítio arqueológico do ciclo do ouro no Ribeirão das Lavras. Lançamento dos livros: “Guarulhos Espaço de Muitos Povos” em 2007, reeditado em 2009 e “Guarulhos Tem História, Questões sobre História Natural, Social e Cultural” em 2008. Foram ministrados pequenos cursos e palestras sobre a história de Guarulhos. O trabalho do grupo foi usado em diversas iniciativas do governo municipal, como exemplos: o projeto de requalificação do centro histórico municipal, o parque municipal de preservação da memória da cultura negra, sítio da Candinha.

 Os futuros projetos incluem reflexão e “comemoração dos ‘450 anos’ de existência de Guarulhos”, a criação de um parque interdisciplinar relacionado ao ciclo do ouro na região de serra em Guarulhos e a preservação do maior patrimônio local: o remanescente ambiental na região serrana de Guarulhos. Produzir uma política de estado e não partidária é o caminho; contamos com a participação de todos.

 Elmi E H Omar

Pós-graduado em História

Email: elmiomar@hotmail.com

Fone: 93786698

julho 14, 2009 Posted by | Uncategorized | , , , | Deixe um comentário

Pesquisadores caminham para avistar patrimônios materiais

Contato com os monumentos e prédios antigos faz parte do estudo

por BRUNO CARVALHO

O Guarulhos Bairro a Bairro fez um passeio no último sábado (13). À pé os integrantes saíram da avenida Emílio Ribas e foram até o Lago dos Patos. A intenção era ter contato com os prédios, pessoas e vestígios históricos dessa região.

A caminhada faz parte do estudo que o grupo realiza. O intuito da pesquisa é conhecer e divulgar os fatos históricos, conhecer as histórias das instituições, prédios e as pessoas importantes de Guarulhos.

A primeira região escolhida foi a que engloba o Gopoúva e a Vila Galvão. A escolha deveu-se ao local onde ocorrem as reuniões, a Casa dos Cordéis, residência onde nasceu o ex-prefeito Alfredo Antonio Nader (governou a cidade em 1970).

Segundo relatos a casa tem 80 e 90 anos

Segundo relatos a casa tem entre 80 e 90 anos

A primeira etapa do estudo foi feita pelos livros que contam a história da cidade, onde se encontram alguns registros históricos da região. Na próxima etapa, personalidades e moradores da região vão ser entrevistados. Depois os dados coletados vão ser comparados com documentos oficiais. Até partir para o projeto final que é escrever um livro.

Vandalismo e desinteresse das autoridades acabam com os vestígios do passado

Durante o passeio pôde-se notar que não há cuidado com os monumentos, por exemplo, na Praça Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Vila Galvão. A placa de inauguração foi roubada.

Nos arredores do Teatro Padre Bento, que antigamente fazia parte do sanatório. Os prédios, exceto o teatro e a igreja, estão abandonados ou foram modificados, prova fiel do descuido com a história.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, fazia parte do complexo do sanatório

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, era integrada ao complexo do sanatório

A Vila Galvão, onde antigamente passava o Trem da Cantareira, quase não guarda vestígios desse passado tão recente (o trem foi desativado em 1965). A única lembrança de que por ali algum dia passou um trem são placas que contam um pouco de história, mas também danificadas por atos criminosos de vandalismo.

Praça Santos Dumont, um dos poucos vestígios da linha do trem.

Praça Santos Dumont, um dos poucos vestígios da linha do trem.

Nos países desenvolvidos, a história é preservada e respeitada. Na Alemanha, muitas partes do Muro de Berlim ainda continuam em pé. Nas partes em que foi derrubado, há o alicerce para comprovar historicamente onde a cidade era divida. Esse exemplo poderia ser seguido por Guarulhos. Refazer o trajeto do trem que cortava a cidade, seria uma vitória para turismo local e um modo eficaz de preservar o ontem. Assim, não deixar cair no esquecimento fatos que servem de lição para o futuro.

Berlim, exemplo de preservação histórica. Esse alicerce representa onde ficava o muro que dividia a cidade.

Berlim, exemplo de preservação histórica. Esse alicerce representa onde ficava o muro que dividia a cidade.

Serviço:

A reunião de estudo da história dos bairros acontece todas as quartas-feiras, às 19 horas, na Casa dos Cordéis, que fica na Av. Torres Tibagy, 90 – Gopouva – Guarulhos – SP. Telefone: 11 2229-0580. Todos podem participar do estudo, principalmente moradores antigos da região do Gopoúva e Vila Galvão.

junho 17, 2009 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , | 1 comentário

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